Planejamento com foco no consumidor

consumidor

No último dia 12 estive em um curso de planejamento com foco no comportamento do consumidor, organizado pela MediaEducation.

Além de ter interesse cada vez maior em neuromarketing, netnografia e comportamento do consumidor, uma parte do texto da chamada da MediaEducation, me ajudou a confirmar que essa é uma área a olhar com mais atenção para que possamos atender as reais necessidades do mercado hoje em dia:

” Mais que administrar mercados, devemos saber da importância de mapear e interpretar os códigos culturais e comportamentais que fazem parte da vida contemporânea. Na prática, você vai ampliar seus conhecimentos sobre antropologia, neuromarketing, discutir sobre técnicas de pesquisa para colher dados mais profundos e conseguir cruzar informações sociais e racionais para planejar a próxima campanha.”

O novo planejamento

Além dos itens essenciais em um planejamento como: objetivo, meta, público, análise swot, cenário e benchmarking, devemos estar atentos à:

  • jornada do consumidor – essa jornada mudou e tudo deve estar ligado,
  • as vendas e os canais de conversão devem ter efeito direto e indireto,
  • cada passo é um KPI e deve ter uma segunda ação,
  • os touching points devem ser branding e relevância,
  • estamos saindo da era  Mad Men para o Math Men – das ideias para estratégias,
  • estamos na era da eficiência – big data e business inteligence para tomar decisões eficientes,
  • as marcas precisam se adaptar ao novo consumidor: egocêntrico e narcisista,
  • entender que as redes sociais são janelas – devemos observar e saber que somos observados,
  • As causas e pessoas ganham cada vez mais voz,
  • Temos uma forma ampla de entregar valor,
  • As marcas devem ser convidadas a entrar no ambiente do consumidor,
  • o consumo está indo cada vez mais para a personalização e customização,
  • o novo branding é voltado cada vez mais para a experiência do consumidor, é preciso ter um propósito,
  • boas histórias mudam as percepções e comportamentos,
  • o true marketing – entrega valor, gera confiança e gera fidelidade,
  • devemos definir personas,
  • comunicação mais humanizada.

 

A importância de entender o neuromarketing

Já abordamos o tema neuromarketing em outro post para explicarmos como essa nova ciência O

No curso, entendemos melhor como é o comportamento do cérebro, suas áreas, quais são os impulsos trabalhados e dicas para o resultado ser mais efetivo:

  • o cérebro ama imagens,
  • cada forma tem sua importância e seu significado,
  • temos 8 segundos para atrair a atenção do consumidor,
  • os gatilhos mentais ajudam na persuasão: autoridade, escassez, confiança, pertencimento, exclusividade, entre outros,
  • o neuromarketing e a neurociência ajudam a compreender o homem em seu contexto,
  • o estudo da antropologia é de vital importância,
  • as diferenças entre os consumidores estão delimitadas em: diferenças e semelhanças, modo de consumo, motivações e barreiras de consumo,
  • as fases de consumo são: primitiva, materialista, hiperconsumista  e lowsumerism,
  • hoje em dia está crescendo a economia compartilhada,
  • devemos estar de olho na netnografia, conhecer o cenário, ser o benchmarking e buscar novas oportunidades sempre,

 

O diferencial é o olho do planner

As ferramentas, as linhas de ação e o básico de um planejamento é fácil conseguir, mas não deve ser uma receita de bolo. O que faz a diferença em um planejamento é o olhar do planner. Por esse motivo, está cada vez maior a importância de ter um profissional de planejamento em uma equipe.

As armas do novo planner:

  • buscar referências constantemente,
  • conhecer as pessoas e observar seus hábitos,
  • estar a par de todos os acontecimentos no cenário: musical, cultural, político, social,
  • não precisa gostar, mas precisa conhecer o que está em alta no momento,
  • acompanhar sites e portais de referência, principalmente do nosso segmento de comunicação e marketing,
  • entender que uma forte tendência gera contra tendência,
  • tudo o que vemos e vivenciamos é expressão das pessoas,
  • as marcas devem prestar atenção em: politização, diversidade e empatia,
  • devemos sempre investir em pesquisa para testar hipóteses,
  • nossa preocupação deve ser de uma marca que  preencha espaços na vida das pessoas.

 

Marcia Ceschini – Especialista em Gerenciamento de Marketing, Sócia e Consultora de Comunicação e Marketing Digital na Ceschini Consultoria, Professora da Pós Graduação nos cursos digitais do SENAC São José do Rio Preto, Ribeirão Preto e Bauru, da Trevisan Escola de Négocios, USC – Universidade do Sagrado Coração – Bauru, Idealizadora e Gestora do Papos na Rede.

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Lowsumerism: sua empresa está preparada?


Por Marcia Ceschini*

Lowsumerism, talvez você até já tenha visto, usado, praticado, mas não está associando o nome à nova forma de consumo. O termo surgiu em 2012, criado pela empresa Box1824, uma empresa de pesquisa de tendências em consumo, comportamento e inovação,  que em 2011 lançou um estudo sobre nosso país e seu futuro a partir da perspectiva dos jovens de 18 a 24 anos. Com as informações colhidas nas mais de 3 mil entrevistas, realizadas com jovens de 146 cidades do país e o objetivo de detectar seus desejos de mudança e antecipar os movimentos de um novo Brasil, a Box1824 traçou o que seria tendência em consumo, o consumo consciente, algo que só cresce desde então.

O lowsumerism tem como princípio resgatar o lado social da compra e fazer com que as pessoas repensem o consumo e passem a consumir com equilíbrio, focando na sua necessidade e com isso, consuma menos. Um adendo, ao criar minha aula de antropologia do consumo para o EAD da Uniseb em 2013, eu cheguei a mencionar que por observação das relações de consumo, parecia que estávamos iniciando uma volta ao começo das práticas de consumo, naquele momento já estavam em alta o consumo de produtos orgânicos e a busca por produções não tão em massa, mas eu confesso que ainda não tinha lido e visto essa pesquisa da Box1824.

Economia Colaborativa

A partir de então, principalmente 2014 e 2015, vimos surgir vários tipos de economia colaborativa, traduzidos em serviços, aplicativos e outras formas de novas economias. O Tem Açúcar é um deles, esse aplicativo permite que você encontre um vizinho que também usa o aplicativo e lhe empreste algo que esteja precisando. O Airbnb, o Couchsurfing, a Uber Pool, já nos mostraram as inovações em compartilhamento. Mas já imaginou usar o Dinneer e reunir pessoas em jantares exclusivos, produzir uma cerveja de maneira colaborativa ou até mesmo participar de um lugar que é possível compartilhar roupa, comida e conhecimento como o  House of Work? E por ai vai, a lista não vai parar tão cedo.  Nesse link tem mais 30 dicas de modelos de economia colaborativa, inclusive para educação.

tem açúcar

 

 

 

 

 

A transformação da economia colaborativa

Ainda sobre o assunto economia colaborativa e lowsumerism, eu tomei conhecimento nesse artigo de Vanessa Pugliese, sobre  a rede Mesh, um site que funciona como um catálogo digital e oferece produtos e serviços de todo tipo, que possam ser vendidos no modelo de negócios baseado em compartilhamento.  E ainda segundo a autora, esse comportamento vai de encontro ao que Seth Godin menciona em seu livro Tribes, em que uma empresa só poderá prosperar na economia compartilhada se suportar as comunidades formadas pelos próprios consumidores.

O consumismo não vai sumir, mas como tudo, está se transformando. É preciso que você comece a olhar o seu negócio e ver como ele vai se encaixar nessa nova forma de economia. Para saber mais sobre essa nova forma, acompanhe o ponto eletrônico da Box1824.

Marcia Ceschini – Especialista em Gerenciamento de Marketing, Sócia e Consultora de Comunicação e Marketing Digital na Ceschini Consultoria, Professora da Pós Graduação nos cursos digitais do SENAC São José do Rio Preto, Ribeirão Preto e Bauru, da Trevisan Escola de Négocios, USC – Universidade do Sagrado Coração – Bauru, Idealizadora e Gestora do Papos na Rede

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