Compreendendo a plataforma Mobile

mobile

Por Professor Luiz Angelo*

A plataforma mobile, ou de dispositivos móveis – onde se encaixam tablets e smartphones -, deixou de ser uma tendência, e compreende hoje um novo paradigma no mundo de negócios on-line, e com a popularização destes aparelhos o campo de atuação de vendas e atendimento a clientes ampliou consideravelmente.

Com este grande mercado, que é importante não só na questão de uso de aplicativos fim (o que interage diretamente com o usuário), mas como objeto direto de consumo por parte dos clientes,  tem sido visto e utilizado cada vez mais como parte de estratégia de divulgação de marcas e na prospecção de clientes por parte das empresas.

De uns anos para cá o desenvolvimento para a plataforma mobile deixou de ser visto como tendência, e passou a chamar atenção das grandes empresas que atuam na área de desenvolvimento de sistemas/programas, as quais têm investido maciçamente na contratação de especialistas em programação para a plataforma para dispositivos móveis.

 

As atividades on-line

Hoje são inúmeras as atividades realizadas pelas pessoas conectadas ao mundo virtual: compras, leituras diversas (em sites, e-books, e-mails), pesquisas. E a plataforma mobile vem sendo utilizada cada vez mais como o principal dispositivo de acesso. Com aparelhos cada vez mais baratos, a facilidade de acesso à rede mundial de computadores (apesar de no Brasil ainda termos um dos acessos mais caros de conexão móvel e a internet não ser uma das melhores no quesito velocidade e qualidade de sinal), aliada à comodidade que os dispositivos mobile dão ao usuário, temos nas compras on-line por meio de dispositivos móveis um dos principais meios de efetivação de compras.

Empresas têm neste tipo de atividade um grande meio de exploração comercial, e tem, de forma estratégica, utilizado isso para potencializar e aumentar suas vendas, investindo em sites e apps para atenderem esta propensa clientela.

Os dispositivos mobiles invadiram o dia a dia das pessoas, e cada vez mais empresas têm investido na plataforma, como uma ferramenta adicional para o trabalho de seus funcionários

Além de tablets, o uso de smartphones (em especial), tem-se tornado cada vez mais constante durante viagens (a trabalho ou de natureza particular/familiar), em shoppings e momentos de lazer. Dados da Vocus apontam:

  • 72% das pessoas utilizam o smartphone para acesso a  Internet em viagens;
  • 64% afirmam utilizar o smartphone em restaurantes;
  • 63% das pessoas confirmam uso de aparelho móvel em lojas;

Segundo a Econsultancy, 62% dos e-mails são abertos por dispositivos móveis atualmente, um dado muito relevante, e outro ainda mais significativo: 73,9% do tempo de usuários de tablets são utilizados para acessar canais de pesquisa, conforme aponta o eMarketer.

Que dispositivo você esta utilizando, neste momento, para ler este artigo? E durante o seu dia a dia, tanto no trabalho, quanto em casa, com que constância você utiliza seu smartphone/tablet para ler conteúdos, acessar a internet, enviar/receber e-mails? Mais do que seu computador pessoal (PC/Desktop)?

 

Estatísticas de venda on-line:

 

Vendas on-line via mobile

 

 

 

 

 

Crescimento das vendas com uso de dispositivos móveis passou a representar 12% do faturamento das empresas no Brasil, relacionado ao Comercio online  – Fonte Agência Brasil

 

Cada vez mais os usuários de mobiles são vistos como clientes em potencial, utilizando seus dispositivos móveis para fazer escolhas e efetuar compras. Ao efetuarem uma compra, o histórico e personalização dos dados pesquisados incentivam o consumo de acordo com sua escolha, que é armazenada e utilizada posteriormente para “divulgação” junto a este cliente. Corroboram para este cenário no universo mobile:

  • 82% das compras em dispositivos móveis são precedidas por pesquisas (buscador Google);
  • 52% dos clientes que efetuam compras utilizando seus mobiles afirmam efetuar a compra por meio de influência de dados personalizados de divulgação (estas divulgações são realizadas por meio de combinações de diversos canais de informações, como o MyBuys, por exemplo);
  • 79% dos usuários de smartphones utilizam seus dispositivos mobiles para efetuar compras pela Internet (Google).
  • Dados de junho de 2012 apontam que quase metades dos proprietários de smartphones nos EUA usaram aplicativo comerciais para efetuar compras online (Marketing Pilgrim).

Os sistemas/programas existentes, independentemente da plataforma (web ou nativa) vêm, sistematicamente, contribuindo para o aumento das vendas on-line, que tem atrelados outros sistemas, a saber:

  • a venda por cartão de crédito/débito, fazendo uso do chamado “dinheiro eletrônico” do século XXI, substituindo o “dinheiro de papel”;
  • a venda por créditos/pontos, dentro de sistemas fechados (por bitcoin, créditos fornecidos e administrados por empresas, por sistemas de bonificação por uso contínuo de seus produtos, entre outras formas). Lojas de varejo, operadoras de cartão de crédito, bancos, casas de crédito, supermercados, muitas são as empresas e comércio em geral que vem investindo neste tipo de venda de seus produtos/serviços.

A questão de segurança

Por mais que sejam levantados dados e apuradas estatísticas, o uso de aplicações via web browser, pelo smartphone, está cada vez mais raro. A quantidade de apps disponíveis no mercado, e mais, a comodidade e segurança que estes Apps nos trazem, faz com que as transações via browser estejam despencando. Para alguns setores, o app domina de tal forma, que o acesso via browser quase inexiste!

 

A usabilidade

O uso crescente de smartphones, em detrimento da queda de vendas e do crescente desuso por parte dos equipamentos ‘desktop‘ nos dão a nítida sensação: a usabilidade dos smartphones/tablets cresceu vertiginosamente nos últimos três anos. A praticidade no uso, o grau crescente de confiabilidade e segurança que estes aplicativos trazem para os usuários têm colocado estes equipamentos como favoritos para determinados tipos de transações compras on-line, transações bancárias, uso de redes sociais, checagem de e-mails, entre tantas outras tarefas de nosso cotidiano.

Os mensageiros instantâneos, entre eles o WhatsApp, tem ate versões que rodam em outras plataformas, mas o seu uso efetivo, e a comodidade de uso, se faz pelos smartphones.

 

usabilidade mobile dos apps

 

Número de smartphones no Brasil supera o número de PCs (desktops). Dados são apontados no 26º Relatório Anual de Tecnologia da Informação. Fonte: FGV – Fundação Getulio Vargas na revista Exame

 


O perfil do público WEB

Seria tendencioso traçarmos um ‘perfil público’ dos usuários web analisando o quesito “browser versus nativa app“. Longe disso, pois na verdade temos um público diversificado em relação ao uso de ambas as tecnologias.

Porém, com relação a traços de comportamento, podemos elencar e apontar alguns fatores que podem ajudar a compreender melhor este universo de usuários, com relação a seus hábitos e consumos ligados ao consumo e compra on-line* (Dados apontados na 33ª edição do relatório WebShoppers, elaborado pela E-bit/Buscapé)

O valor médio das compras realizadas on-line no Brasil em 2015 registrou R$ 388,00. Isso significa que produtos com esse valor de venda são os preferidos deste público, denotando certo grau de confiabilidade na plataforma, ao mesmo tempo que não se trata de um valor alto demais;

O valor médio das compras, projetadas para 2016 gira em torno de R$ 419,00, valor acima do registrado em 2015, que demonstra fôlego e confiabilidade dos usuários no uso da plataforma, numa crescente;

Temos, também, um público mais consumista, visto que o tempo de uso (ou ciclo de vida) de um smarphone/tablet gira em torno de 2 anos, 2 anos e meio a 3 anos (para os mais acomodados), enquanto um Computador Pessoal/PC (desktop) pode ter um tempo de uso ligeiramente maior (girando em torno de 5 a 7 anos). Assim, notadamente, os usuários de mobile têm uma tendência natural em trocar seu equipamento e investir em novas tecnologias, estando isso no seu hábito, gerando um traço de consumismo permanente.

Considerações Finais

Com esse perfil de usuários, somada à visão das empresas, que mais e mais vêm investindo sistematicamente na plataforma mobile, podemos arriscar que no atual momento a programação nativa – apps, vem ganhando mercado, apesar de grande parte dos negócios (e por que não, lazer e entretenimento, que gera audiência e o “potencial público consumidor”?) ainda gira via web (browser).

Portanto, temos um cenário de crescimento da plataforma mobile numa constante, com esta plataforma gerando faturamento cada vez maior para as empresas, e dentro da plataforma, o crescimento dos apps. Com relação a escolha de qual tecnologia apostar, acredito que ambas devam ter sua atenção, porém um cuidado especial com o app, pois este passa pelo atual momento como “a que mais cresce e dá retorno para as empresas”, além de ser a preferida dos usuários. Um dilema que no mundo dos negócios sempre acontece: a escolha de qual dos caminhos seguir. De repente, neste caso, ambos os caminhos sejam os corretos a se escolher. Saber investir nas duas propostas, e alavancar seu negócio, colocando-o em contato direto com os gostos, e costumes, do atual público consumidor.

Fontes de pesquisa e leitura complementar para o leitor:

Gizmodo Brasil

Tecnologia IG

Portal Brasil

G1 Tecnologia

 

 

 

 

Professor Luiz AngeloProfessor Luiz Angelo – Orientador de TCC, Professor Sistemas Operacionais, Hardware, Gestão de Projetos, Micro-InformáticaEscola Técnica Estadual – ETEC Centro Paula Souza Unidades 145 Avaré (Etec Prof. Fausto Mazzola) e 072 Cerqueira César (Etec Pref. José Esteves) Centro Paula Souza!

 

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Um mundo de aplicativos!

Todos os dias existem novos aplicativos sendo criados, basta ir à store do seu smartphone ou tablet que vai encontrar 928347642384623784326 resultados ou mais! Mas encontrar relevância nesse

mundaréu de aplicativos é que tem se tornado uma tarefa bastante difícil para os usuários.

Normalmente procuramos por apps que facilitem tarefas, nos ajudem em coisas cotidianas, nos divirtam e tragam inovações para os aplicativos que já usamos. Mas nessa busca tenho certeza de que muitos de nós já baixamos apps que foram a maior perda de tempo! Foi instalar, testar e deletar! A fim evitar isso, normalmente pedimos indicações de amigos que já tiveram boas experiências no uso do aplicativo para aí então baixarmos, mas às vezes a curiosidade triunfa e acabamos por apertar “sem querer” o botão de instalar. =)

Numa dessas aventuras downloadianas (que palavra linda! #not) acabei por me deparar com coisas muito boas (e grátis!) que posso recomendar e que são óbvias porque o aplicativo para computador já é bastante satisfatório que é o Hootsuite, Skype, Twitter, Goggles e Foursquare, e outros que são específicos de smartphones e tablets como:

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