A era digital – As transformações que o digital trouxe para os negócios e o trabalho

Por Professor Luiz Angelo*

era digital

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Os computadores vieram para ficar. A internet veio para ficar. O mobile veio para ficar.

Em diferentes épocas da evolução tecnológica, as afirmações acima foram feitas por aqueles que acreditavam em grandes mudanças no ambiente corporativo, mercado de trabalho e no dia a dia de negócios das empresas.

O tempo veio provar que cada qual, no seu tempo, previu corretamente. Os computadores revolucionaram a forma de armazenamento e processamento de dados, aumentando a eficácia na análise de grande quantidade de dados e informações, e diminuindo consideravelmente o tempo gasto na manipulação dessas informações.

A Internet revolucionou e agilizou o processo de comunicação e a troca de dados e informações em escala global. E nem vamos discutir os aspectos relacionados a vida pessoal e doméstica das pessoas (outra grande revolução).

“Estamos mudando a vida das pessoas e precisamos trabalhar para que elas sejam inseridas num mundo melhor”. Laercio Cosentino, CEO da Totvs

E o mobile, que vem sistematicamente invadindo o ambiente corporativo, alterando a forma de negociação, de realização de trabalhos e atividades ligadas ao comercial, mudando significativamente não só a comunicação, mas a relação profissional entre empregados e empregadores, entre funcionários e clientes.

Temos, assim, eficiência, eficácia e interatividade numa forma jamais imaginada anteriormente, graças a essa evolução tecnológica, desde a criação dos grandes computadores no século passado.

E não paramos. Ainda temos outros fatores a destacar neste processo evolutivo das tecnologias e seu impacto no mundo dos negócios.

Podemos, resumidamente, agrupar as plataformas de negócio do mundo “tecnológico” em três:

  • 1ª fase – Computadores/PCs: a primeira fase, que foi a responsável pela migração de negociações com uso de equipamentos para processamento e armazenamento de grandes quantidades de informação, propiciando negociações com um volume de informações bem superior ao geralmente estabelecido. Em evolução contínua, com relação a rapidez no processamento e capacidade de armazenamento, além da questão de segurança da informação, também em processo constante de evolução e melhoramento;
  • computador antigo

 

 

 

 

 

  • 2ª fase – Cloud (nuvem): com a criação da Internet  aliada aos equipamentos da etapa anterior, o mundo dos negócios teve a comunicação alçada em escala mundial, abrindo um novo patamar de negociações, e esta integração propiciou o embasamento e fundamento para o avanço de grandes corporações, em escala global e contínua, processo que ainda hoje  está em franca expansão;

    ioT

 

 

 

 

 

  • 3ª fase – Big Data: em fase inicial, descreve o imenso volume de dados estruturados e não estruturados que impactam os negócios no dia a dia. Mas, o importante não é a quantidade de dados, e sim o que as empresas fazem com os dados que realmente importam. Com este grande volume de dados disponíveis no ambiente web, algumas corporações já fazem, e outras farão, uso destes dados para gerenciar e tomar  decisões, que impactarão enormemente na gestão empresarial.

info grafico big data

 

 

 

 

 

Com o surgimento da tecnologia, e o início da Era Digital, temos a palavra transformação como imperativa no ambiente de negócios. A Era Digital, iniciada na 1ª fase e impulsionada na 2ª fase, chega agora a esta 3ª fase que vem, certamente, para mudar para sempre o mundo dos negócios.

“(…) a transformação digital permanecerá parte de todos os negócios, independente do segmento da empresa”. Laercio Cosentino, CEO da Totvs


As empresas que não se atentarem a esta revolução que o digital está causando, e em muito ainda irá causar, estão fadadas a perder mercado e até mesmo saírem da cena de negócios (ao menos, dos grandes negócios). Mas no que se deve investir?

era digital

 

A palavra de ordem para investimentos no mundo corporativo, e de negócios, hoje, são nas novas ferramentas de tecnologia como mobilidade (agilidade nos negócios e comunicação), negociações on-line na nuvem (cloud), redes sociais (interatividade com clientes e colaboradores) e o big data: investir em softwares para estruturação e catalogação de grandes massas de dados. Estes dados serão processados e com base na geração de informações, impactarão a análise e a tomada de decisões.

Mas não basta ter esta visão de investir nestas tecnologias,  será necessário também investir em infraestrutura, tanto física (equipamentos, computadores, conexão a Internet) quanto lógica (softwares, programas e ferramentas diversas). Somente com esse suporte haverá a possibilidade de aporte dessa grande massa de dados e recursos disponíveis, o surgimento de empresas especializadas que atuam neste segmento, e caberá às corporações saber distinguir as melhores prestadoras deste tipo de serviço.

“Quem quer se tornar digital tem de pensar em diversos pontos, como social, internet das coisas, mobilidade e ai vemos um meio de engajamento, para que as pessoas queiram compartilhar seus dados conosco e para interação (…)”. Luis Liguori, CTO da IBM.

O que as empresas ganham hoje com o investimento nestas tecnologias? Crescimento na participação de mercado, agilidade na oferta de seus produtos e serviços, e a melhor oferta para atrair clientes e demais interessados.

“(…) aqueles que entenderem o que é a transformação digital e mudarem junto, conseguirão melhores resultados ”. Luciano Corsini, CEO da Hewlett-Packard

Com um olhar no futuro, planejamento contínuo a médio e longo prazo, cabe aos gestores de hoje compreenderem o mercado atual ao qual as empresas estão em processo de inserção. O modelo tradicional de gestão está sofrendo mudanças impactantes, e quem não se adaptar, perderá mercado.

“Antigamente 95% era o índice maximo de satisfação que uma empresa conseguia atingir, porque os outros 5% era algo extremamente caro. Hoje isso não cabe mais. Se a companhia tiver 100 mil clientes e deixar 5 mil frustrados, o impacto em mídias, por exemplo, pode destruir a empresa”. Cyro Dehe, presidente da Oracle

Leituras complementares:

Revista IT Fórum, edição dezembro de 2015
Blog do Professor Luiz Angelo

 

professor Luiz Angelo* Professor Luiz Angelo – Orientador de TCC, Professor Sistemas Operacionais, Hardware, Gestão de Projetos, Micro-Informática
Escola Técnica Estadual – ETEC Centro Paula Souza
Unidades 145 Avaré (Etec Prof. Fausto Mazzola) e 072 Cerqueira César (Etec Pref. José Esteves) Centro Paula Souza!

 

Leia Mais

O fim da internet ilimitada

Por Professor Luiz Angelo*

“Mas eles dizem que assim será melhor para todos nós”

Assunto do momento em pauta e discussão entre todos aqueles que fazem uso de banda larga fixa no Brasil, e até mesmo por aqueles que não fazem uso. Mas, de fato, o que esta limitação vai causar? Qual seu impacto no trabalho, lazer, no uso doméstico e corporativo da internet por meio da banda larga fixa?

Primeiro cabe uma introdução ao tema e assuntos relacionados, para termos uma compreensão melhor de todo o contexto.

Os principais pontos de discussão, que envolveram a OAB, a Anatel, as operadoras de serviço de telefonia móvel e milhares de internautas nas rede sociais, ongs e associações de direitos civis, antes da publicação da regulamentação, são:

* A permanência de vendas de pacotes ilimitados de tráfego de dados;
* A garantia de vigência dos atuais planos pré-existentes, sem alteração de seus termos, até findado seus prazos definidos entre consumidor e operadora;
* O fornecimento de aplicativos/ferramentas que permitam a medição do tráfego de dados gerado, permitindo ao usuário do serviço visualizar seu perfil de consumo, volume do tráfego de dados por periodicidade mensal (total de consumo/mês), e acompanhamento/notificação da proximidade do nível de consumo do plano/franquia.

A limitação
A limitação de banda larga fixa no Brasil se propõe a regulamentar uma quantidade fixa (relativa a dados processados – upload e download), para cada plano de contratação de banda larga fixa no Brasil. Atualmente, existem planos con limite de velocidade de transmissão (transferência de dados), mas não de tráfego (quantidade de dados). Este critério já é utilizado nos planos de internet móvel.

A legalidade
Segundo a OAB – Ordem dos Advogados do Brasil, esta nova regra da Anatel para limitação de banda larga fixa é inaceitável.

Claudio Lamachia, presidente da OAB, defendeu que a edição desta resolução pela Anatel prestou um serviço de informação às operadoras de serviço, mostrando como as mesmas podem explorar mais e mais o cidadão.

Ainda conforme Lamachia, esta resolução fere diretamente o Marco Civil da Internet, e o Código de Defesa do Consumidor. E afirmou que nenhuma norma ou regulamentação institucional pode ser contrária ao que define a legislação.

Tecnicamente, a “alteração unilateral dos contratos feitas pelas empresas, respaldadas pelo artigo 52 do Regulamento Geral de Direitos do Consumidor de Serviços de Telecomunicações (RGC), encontra-se em total desacordo com o Código de Defesa do Consumidor e na imutabilidade dos contratos em sua essência”, conclui o presidente da OAB.

Além desta limitação legalizada pela Anatel nesta resolução, também se apresenta na mesma:
* As prestadoras de serviço de conexão banda larga deverão oferecer ferramentas (aplicativos) para medição, por parte dos consumidores, do consumobde internet em seus respectivos planos;
* As empresas deverão informar o histórico de consumo dos últimos três meses, o perfil de uso dos clientes ou terão que disponibilizar um medidor que mostre quanto o cliente usa ao longo do mês;

As ferramentas estarão passíveis de avaliação pela Anatel, e somente depois de aprovadas (após três meses de uso), o órgão permitirá às prestadoras de serviço a redução da velocidade ou corte da conexão, após excedido o limite da franquia contratada, conforme o plano do cliente/consumidor.

A Anatel e a situação atual das conexões do Brasil
A Agência Nacional de Telecomunicações mapeia, acompanha, registra e regulamenta a atuação de empresas que prestam serviço de oferecimento de conexão para a Internet, incluindo aí os serviços de banda larga fixa.

De acordo com critérios da Anatel, existem 05 categorias de “faixa de velocidade”:
* De 0 a 512 Kbps: a mais baixa das faixas concentra a esmagadora maioria de pontos de acesso;
* De 512 Kbps a 2 Mbps;
* De 2 Mbps a 12 Mbps: 46,3% de pontos de acesso estão nesta categoria.
* De 12 Mbps a 34 Mbps: estes pontos de conexão se concentram na zona litorânea do país, e no eixo Rio de Janeiro/São Paulo/Sul do país, em sua quase totalidade;
* Acima de 34 Mbps: também concentrados no litoral, eixo Sudeste/Sul do país.

De acordo com este mapeamento, podemos concluir que nossa infraestrutura não se adequa aos padrões “de qualidade” de conexões praticadas em outros países, o que já conflita com a visão que a Anatel tem com relação a limitar o que já está abaixo deste padrão internacional.

As consequências
Conforme a proposta, com a regulamentação oficial de limites de consumo na banda larga fixa, os mesmos conformes já praticados na internet móvel (de limitar o consumo da conexão), terão a conexão reduzida ou cortada quando atingido o seu limite.

Desde empresas que atuam com soluções em cloud computing (armazenados na “nuvem”), instituições bancárias, softwares houses e profissionais que atuam no suporte/assistência online, passando pelo comércio (lan houses, por exemplo), uso doméstico e de lazer, todos estarão, conforme seu plano, englobados por esta regulamentação que tem o apoio e acordo da Anatel, que vê positivamente esta limitação, defendendo que assinantes que realizam acessos esporádicos financiam assinantes que baixam grandes quantidades de dados.

Partindo desse pressuposto, os que mais utilizam e efetuam downloads/uploads é que seriam os “prejudicados”. Isso, segundo o ponto de vista da Anatel.

Se pensarmos nisso como já ocorre nas franquias com limite praticadas na internet móvel, podemos imaginar o cenário.

Banda larga no Brasil e no Mundo
Nossa internet, a conexão praticada e existente no Brasil não figura entre as melhores do mundo. E nem é preciso de dados para sabermos disso, no entanto, vamos apresentá-los aqui (para maior indignação de todos).

Aproximadamente 90% dos municipios brasileiros contam com velocidades de acesso à Internet inferiores a muitos países que tem suas conexões classificadas como ruim/péssimas (como a Líbia, país no norte da África que esta passando por uma guerra civil), os outros 10% dos municípios figuram com conexão comparável a países de “primeiro mundo”, como Japão, Finlândia e Suiça (dados da Anatel)

Fazendo a média no acesso do brasileiro, chegamos a uma velocidade de conexão na ordem de 03 Mbps, segundo dados apontados pela Akamai.

Ainda segundo o “State of the Internet” (dados do 3° trimestre/2014), pesquisa periódica realizada pela Akamai, o Brasil não tem condições de migrar para conexões com taxa superior a 15Mbps: apenas 0,5% da nossa infraestrutura tem suporte para tal, ainda mais se considerarmos que velocidades superiores exigem uma infraestrutura que dê conta, como as fibras ópticas (que representam 4,5% das conexões existentes, segundo a Anatel) que atendem poucas cidades no Brasil, e ainda assim, não cobrem a totalidade da cidade/município.

Nossos vizinhos Argentina, Chile e Uruguai desfrutam de uma rede melhor que a nossa: 1%, 0,8% e 2,2% (respectivamente) de suas infraestruturas têm capacidade para suportar conexões desse porte. Quer se revoltar? Nos Estados Unidos, 19% de sua infraestrutura está adequada.

ranking

 

 

 

 

 

 

Comparativos levantados pela própria Akamai apontam um aumento de 2,6 Mbps (1° trim/2014) para 2,9 Mbps (3° trim/2014), e apesar do ligeiro crescimento, estamos bem aquém da média global de 4,5 Mbps! No ranking global figuramos como a 90ª posição.

Ressalte-se que para fins de cômputo, a Akamai considera como banda fixa conexões com suporte para velocidades, no mínimo, de 04 Mbps.

Considerações Finais
Preços praticados de primeiro mundo, uma das piores conexões, na média, do mundo. Uma fraca política governamental de incentivo, apoio e investimentos em infraestrutura, e uma agência reguladora (Anatel) mais preocupada com o lucro e benefício das empresas que oferecem e exploram (muito bem, diga-se!) o oferecimento dos serviços de conexão no Brasil.

Com esta limitação na banda larga fixa, se considerássemos nossas conexões “exemplares”, já não seria “positiva” esta ação, quanto mais por este cenário que aqui temos.

Pergunto: não é para se revoltar?

capa1

 

 

 

 

 

Leitura Complementar: site da Anatel

Professor Luiz AngeloLuiz Angelo de Oliveira – Orientador de TCC, Professor Sistemas Operacionais, Hardware, Gestão de Projetos, Micro-Informática
Escola Técnica Estadual – ETEC Centro Paula Souza
Unidades 145 Avaré (Etec Prof. Fausto Mazzola) e 072 Cerqueira César (Etec Pref. José Esteves) Centro Paula Souza!

Leia Mais

Messenger code para páginas

Por Marcia Ceschini*

messenger code 2

 

 

 

 

 

 

 

 

O Facebook divulgou na semana passada várias novidades em seu evento de comemoração aos 8 anos da plataforma social, o F8. Entre elas está a nova função do Messenger para páginas, o Messenger Code.

Segundo dados do próprio Facebook, 900 milhões de pessoas usam o Messenger todos os meses para se conectar a outras ou fazer contato com empresas ou marcas que seguem ou são de seu interesse. Ainda segundo eles, todo mês são trocadas mais de um bilhão de mensagens entre pessoas e empresas pelo Messenger.

Por quê usar o messenger code?

São vários os motivos pelos quais o usuário, ou curtidor, entra em contato com a empresa. Seja para tirar uma dúvida, fazer uma reclamação, um pedido, ou até mesmo conversar. Sim, tem usuário que tenta conversar com a página.

São formas de comunicação que mantém a interação e o vínculo do consumidor com a empresa, servindo em muitos casos de um SAC 2.0 e em até alguns casos, reaproximando um consumidor de uma marca ou produto.

Com o messenger code, os usuários poderão identificar mais rapidamente qual é sua empresa, caso haja uma homônima, pois além de códigos únicos, no meio do símbolo estará sua marca. Mais um motivo para que sempre haja a padronização visual de seu logo, cores em todas as aplicações on e off-line.

Como usar o messenger code?

O messenger code está disponível para páginas que já possuem a URL personalizada (URLs únicos, como facebook.com/JaspersMarket) e nome de usuário, ambos são iguais. E segundo o Facebook, essa novidade aparecerá em breve para todas as páginas, você poderá achá-la abaixo do título da Página e com o símbolo @ antes dele.

Você poderá usar o seu messenger code em artes off-line que criar para sua empresa: cartazes na loja/estabelecimento, folhetos, cardápios, anúncios, cartão ou até mesmo como avatar na sua página e onde mais houver oportunidade de comunicação.

Marcia Ceschini – Especialista em Gerenciamento de Marketing, Sócia e Consultora de Comunicação e Marketing Digital na Ceschini Consultoria, Professora da Pós Graduação nos cursos digitais do SENAC São José do Rio Preto, Ribeirão Preto e Bauru, Idealizadora e Gestora do Papos na Rede.

Leia Mais

As mudanças do Foursquare

Por Marcia Ceschini*

Há cerca de dois meses o Foursquare lançou um novo aplicativo para checkin, o Swarm. Toda a parte de badges e check-ins passaram a ser realizados neste aplicativo. Tudo foi migrado para o Swarm.

O novo aplicativo faz comparações entre check-ins realizados nos locais e seus amigos, traz  dicas de lugares próximos de onde sair, comer, se divertir, com as notas e avaliações das pessoas que já passaram por lá.

Leia Mais

O novo app do Facebook para páginas

Por Marcia Ceschini*

Ontem, 24 de junho , foi divulgado oficialmente  pelo Facebook a nova versão de seu aplicativo Gerenciador de Páginas, app útil para quem administra uma ou mais páginas nesta plataforma social. Alguns usuários, entre eles eu, desde a segunda-feira. O app está disponível para os sistemas iOS e Android.

Leia Mais
Página 3 de 1112345...10...Última »