Representatividade e comunicação de marca

representatividade

Segundo definições, representatividade é o ato de mostrar os interesses de um determinado grupo, classe social ou de um povo, Cn

Representatividade na comunicação

Vamos nos ater ao universo da comunicação, mais precisamente sobre como as marcas têm trabalhado, ou não, a representatividade.

Toda vez que uma marca tenta trabalhar a representatividade, seja ela de gênero ou de um grupo, nem sempre os resultados são bons, pois ao invés de usarem alguém do universo que desejam alcançar, colocam uma pessoa que não é do grupo no lugar e isso não gera representatividade ou empatia pela marca, faz efeito contrário.

São muitos os exemplos mal aceitos: blackface, #somostodosparalimpicos e o mais recente, que explodiu ontem nas redes sociais, o da C&A, em que o tema “entre na mistura jeans” causou comentários negativos por conta do uso de falsos representantes, como a modelo curvy que é apresentada como plus size e a negra loira.

Repercussão da campanha C&A

representatividade

 

 

 

 

 

 

 

 

 representatividade

 

 

 

 

 

 

 

Na página da C&A desde ontem surgiram inúmeros comentários negativos. A marca, que na campanha anterior (dia dos namorados) trabalhou a questão do gênero muito bem, e mesmo assim recebeu críticas, desta vez ainda não se pronunciou. Confira um print:

 

representatividade críticas

 

Vamos focar na modelo plus size, muitas blogueiras e influenciadoras do segmento plus size mostraram-se descontentes por dois fatores: 1) a modelo não é plus size, é curvy e se identifica como curvy. Explicando: ela tem o corpo curvilíneo e usa tamanho 46, uma modelo plus size usa acima disso e 2) a loja não tem efetivamente roupas que caibam em pessoas plus size. E isso configura só discurso de marca e não realmente uma marca que deseja trabalhar com esse público.

Veja as chamadas de dois grandes blogs que trabalham diariamente o segmento plus size, dicas, novidades e as dificuldades de ser “fora do padrão estético” da propaganda, a Ju Romano e o Grande Mulheres, da Paula Bastos:

 

representatividade ju romano

 

 

 

 

 

 

 

representatividade paula bastos

 

 

 

 

 

 

 

Confira essa frase em uma parte do post da Paula Bastos: “…a marca precisa entender que não estamos mais brincando de representatividade: hoje ela é real e ela pode acontecer de maneira fidedigna. A peça publicitária criada pela a AlmapBBDO só comprova o que eu, agora falando como profissional de comunicação e não como blogueira, tenho falado exaustivamente: não se aborda uma causa sem realmente entender o que ela significa..” E da Ju Romano: “O que você vai ver é uma campanha de marketing mal feita, que tenta se apropriar da nossa luta para reafirmar ainda mais os padrões estéticos de magreza…”

 

Quando há representatividade

Resumo, enquanto não houver realmente um trabalho de entedimento real do que é representatividade, as chances de acertos serão poucas, mas elas existem. É o caso por exemplo da Primadonna, fabricante de sutiã que colocou os funcionários homens para trabalhar um dia inteiro com peitos falsos para entenderem melhor o público para o qual trabalham.

Ou das empresas de brinquedos, como a Mattel que criou a Barbie em vários biotipos de mulheres ou do menininho negro que se sentiu representado com o boneco do Finn da Disney, o personagem negro de Star Wars. Ainda sobre o boneco Finn, o  Geledés – Instituto da Mulher Negra, fez um post comentando que o boneco encalhou nas lojas.

 

barbie diversidade representatividade

 

Não podemos esquecer também da Dove que há anos trabalha o conceito beleza real e a Avon que tem trabalhado muito bem a questão da diversidade e com isso tem trazido representantes reais de algumas minorias e dado presença e voz a elas.

Não há discurso fake que se sustente. A comunicação de marca deve ser parte real e integrada do seu branded content e do seu posicionamento de marca, nem que para isso, sua marca precise se reposicionar, caso queira falar realmente com os novos consumidores. Mas, um alerta: as agências por trás da comunicação das grandes marcas, sabem disso e sabem dos conceitos, e então por quê o deslize? Vamos pensar melhor sobre isso?!

Marcia Ceschini – Especialista em Gerenciamento de Marketing, Sócia e Consultora de Comunicação e Marketing Digital na Ceschini Consultoria, Professora da Pós Graduação nos cursos digitais do SENAC São José do Rio Preto, Ribeirão Preto e Bauru, da Trevisan Escola de Négocios, USC – Universidade do Sagrado Coração – Bauru, Idealizadora e Gestora do Papos na Rede.

Leia Mais

O cliente web 2.0 e sua influência no mercado

Como clientes antenados e conectados estão influenciando a gestão de negócios

Por Professor Luiz Angelo *

Nos dias de hoje, a interatividade constante e clientes críticos e ativos na web recaem sobre a imagem do serviço e/ou produto das empresas:

  • O que a marca se propõe a buscar? O que almeja?
  • Qual sua finalidade? Seu objetivo?
  • O serviço da empresa tem qualidade? É eficiente? Atende ao que se propõe?

Mais e mais os clientes web 2.0 de hoje fazem estas perguntas, e houver negativa a estas questões, a empresa está com grandes possibilidades de não vingar no mercado. Mas não pense que a pura propaganda “responde” a esta indagação, não: o cliente web 2.0 vai “a fundo”, pesquisa, opina, troca dados e informações, muitas vezes pelos próprios canais virtuais disponibilizados pelas empresas, de outra forma, em fóruns de discussão onde encontra outros clientes, e ali expõe sua opinião, e ouve a dos demais.

Já fez um teste? Digitou o nome de uma empresa, do seu produto ou serviço num site de buscas, e observou os resultados mais relevantes? Trata-se de um teste às cegas, mas serve de referência para avaliarmos o DNA digital da empresa no ambiente web. Faça, você pode ter ótimas surpresas, ou não.

Um fator relevante são esses pontos de referências que temos no ambiente web, e tão importante quanto, os canais de comunicação disponibilizados na Internet. Tome muito cuidado: os clientes de hoje exigem consistência, eficiência na comunicação. Criar perfis virtuais e não alimentá-los, não mantê-los atualizados, é um tiro no pé: ao invés de transmitir uma boa imagem, atesta falta de preparo, de planejamento da empresa, de sua atenção e cuidados dispensados ao cliente. O cliente de hoje não quer, EXIGE atenção e cuidados especiais.

O que podemos destacar atualmente como diferencial nas empresas 2.0, é sua atenção e foco no cliente, em alguns casos, sendo uma verdadeira “obsessão” para realizar essa ação com eficiência. Canais virtuais diversos como autoatendimento e atendimento virtual (em sites), sms personalizados, apps para smartphones, redes sociais, entre outros, estão invadindo o mercado, envolvendo uma série de recursos tecnológicos, profissionais especializados, todos com foco no atendimento e satisfação do cliente. E isso está numa crescente. Vemos como exemplo um setor que sempre investe pesado em tecnologia, que demonstra e antevê movimentos no setor de TI: os bancos.

Após a apresentação desse conjunto de fatores mais o cenário desenhado, é importante mencionar que as empresas têm objetivado, cada vez mais, dia a dia, demonstrar esses esforços, através de funcionários colaborativos, prestativos, com habilidades em comunicação (escrita e oral) e líderes, acima de tudo, para terem iniciativa e serem proativos, em nome da empresa.

Outros fatores preponderantes para firmamento da empresa no mercado

Podemos destacar, além dos fatores já apresentados, as conexões do produto/serviço com dados.

Com o crescimento do Big Data, a Internet tornou-se um grande banco de dados e informações, e por isso mesmo, deve haver conectividade entre o que a empresa produz, e o que se tem registrado na rede mundial de computadores.

Antigamente, fazíamos a propaganda do famoso boca a boca.  Hoje em dia, além desta, as empresas devem se preocupar em deixar registrada sua marca, seu produto, na Internet. Senão, pode cair no esquecimento.

Neste cenário, não podemos deixar de mencionar a importância que deve ser dada para ferramentas como o Analytics e Insights, que são ferramentas que podem trazer uma série de dados e informações que irão auxiliar as empresas na tomada de decisões assertivas, e que impactarão diretamente na participação destas empresas no mercado e trarão os resultados desejados.

Essas ferramentas trazem para a empresa o que se tem de mais precioso na Era da Informação: dados relacionados aos usuários da internet,  seus hábitos, gostos, aonde vão, o que compram (on-line ou não), enfim, informações e dados que são cruciais para o planejamento de negócios das empresas. Tudo ao passo de um clique.

 

Referências e leitura complementar:
IT Forum

Ceschini Consultoria

Proof

SAS
professor Luiz AngeloProfessor Luiz Angelo – Orientador de TCC, Professor Sistemas Operacionais, Hardware, Gestão de Projetos, Micro-InformáticaEscola Técnica Estadual – ETEC Centro Paula Souza
Unidades 145 Avaré (Etec Prof. Fausto Mazzola) e 072 Cerqueira César (Etec Pref. José Esteves) Centro Paula Souza!

 

 

Leia Mais

A evolução tecnológica e seu impacto no trabalho moderno

A transformação digital, e o rearranjo do status quo das profissões

Que a evolução da tecnologia, dos seus recursos e equipamentos vem alterando sistematicamente a forma e a metodologia de trabalho de diversos profissionais no mercado atual, isso não há sombra de dúvidas.

No entanto, nestes últimos anos, mais especificamente neste novo século, temos aqueles profissionais que buscam, dentro das empresas, incessantemente, a aceleração do “digital”, vislumbrando um cenário a médio e longo prazo em que isso deverá ser um enorme diferencial para as empresas atuantes no mercado.

Por isso mesmo, quanto antes houver a adaptação da empresa para este cenário projetado, ponto a favor na captação de clientes e maior participação de mercado para a empresa.

O motor das mudanças de todo o processo vem sendo puxado pelos clientes. Com os novos recursos e tecnologias, o contato com os clientes mudaram. Hoje, com base na tecnologia, os clientes estão mais bem informados, e requerem isso da empresa na qual são clientes. Mais e mais o comportamento dos clientes, sua satisfação na avaliação do serviço prestado e, sem dúvida alguma, a maneira que são atendidos pelas empresas, vem impactando na forma, metodologia de trabalho e atuação das empresas e de seus funcionários, junto a seus clientes.

A grande questão que as empresas atuais têm que responder é: como aprimorar o atendimento ao cliente?

Para que este aprimoramento ocorra a contento, e tenhamos o cliente, na outra ponta, “satisfeito” pelo atendimento prestado pela empresa, é crucial que os responsáveis na empresa compreendam os impactos das mudanças que o digital gerou na gestão de negócios e de atendimento ao cliente, mensurando o serviço prestado, e aplicando os recursos e tecnologias adequados, tanto do ponto de vista do cliente, quanto da empresa.

Resumidamente, com a visão de Marc Gasperino, Líder da Pratica Digital da Korn Ferry, notadamente pelo avanço do digital, temos como impulsionadores da mudança de posicionamento das empresas, com foco nos seus clientes:

  • Propósito da marca;
  • Personalização impulsionada por dados;
  • Consistência nos pontos de contato;
  • Obsessão pelo cliente;
  • Foco na liderança;
  • Colaboração;
  • Experimentação;
  • Fazer conexões com dados;
  • Dar protagonismo ao papel de Analytics e Insights;
  • Senso critico de negócio e Storytelling

professor Luiz AngeloProfessor Luiz Angelo – Orientador de TCC, Professor Sistemas Operacionais, Hardware, Gestão de Projetos, Micro-InformáticaEscola Técnica Estadual – ETEC Centro Paula Souza
Unidades 145 Avaré (Etec Prof. Fausto Mazzola) e 072 Cerqueira César (Etec Pref. José Esteves) Centro Paula Souza!

Leia Mais

Uma nova rede social – CANV.AS!

Surgimento de novas redes sociais não tem sido mais novidade pra ninguém, mas essa, em especial, tem um diferencial – seu idealizador. Canv.as é do Christopher Poole. Para quem não sabe, Poole é o criador do 4Chan, que é o maior fórum de imagens do mundo. O 4Chan tem 13 milhões de visitas mensais e o mais incrível é que o Chris tem apenas 23 anos! Como se não bastasse, o 4Chan é responsável por criar/espalhar 9 entre cada 10 memes wébicos e o Poole foi eleito como pessoa mais influente do ano de 2009 pela Time.

Por essas e outras ele conseguiu arrecadar 625 mil dólares em investimentos para a criação do Canv.as. O site foi lançado em versão beta, dia 31 de janeiro deste ano para apenas 4 mil pessoas. E agora o restante espera ou por convites de quem está na rede (eu sou uma delas) ou pela abertura do site.

Mas como é essa rede social? Primeiro, nessa fase (ao menos) ela é conectada ao Facebook (Facebook Connect) . Quem entra na rede tem acesso a várias imagens novas ou já customizadas pelos usuários. O que vale é a criatividade e aconversação que é gerada a cada contribuição dos usuários. Cada um modifica essas imagens como bem entender. Seja para fazer uma crítica, seja para fazer humor. Logo que você entrar você visualiza as imagens que receberam mais comentários, stickers (lol, wtf, carinha feliz, coração etc) ou remixes que fizeram Além da página com as populares você pode ver as “new” e escolher uma imagem random. E de onde vêm essas imagens? Alguém joga uma imagem no site e espera que os usuários façam o resto com replies ou com avaliações.

A rede ainda funciona apenas com imagens, mas a idéia de Poole é usar áudio e vídeo também. O Canv.as é um lugar pra se divertir e conversar através de jpegs ou gifs. De qualquer forma é um fórum de imagens mais seguro e quem sabe mais pra frente não seja possível monetizar o potencial criativo dos usuários. É bom ficarmos de olho nessa rede!

PS: Até o fechamento deste post eu ganhei convite e vou dar 8 (oito) convites para as oito primeiras pessoas que comentarem esse post!

Clique aqui para seguir o Canv.as no Twitter.

Nannda Silvestre, 29, Mestre em Letras, webwriter, Ex-freelancer do núcleo Jovem da Ed. Abril, atual freela do trainee da Ambev (produção de conteúdo), adoradora de ARGs, professora e aprendiz de quase tudo.

Leia Mais

As marcas e o twitter

Há alguns dias vi um tweet sobre o assunto na minha timeline (postagem na lista de quem sigo)de que as marcas ainda não são relevantes no twitter.  Por coincidência ou não, o RP Digital, fórum de discussão sobre relações públicas 2.0, levantou a discussão sobre o assunto.

O meu ponto de vista e da maioria dos profissionais é que houve um desgaste das marcas no twitter por causa de muitas promoções. Mas o problema é mais embaixo. Há falta de planejamento da comunicação a ser utilizada e como consequência nem sempre a comunicação está focada no target.

Leia Mais
Página 2 de 212