Genderless: sua marca está ligada nesse assunto?

* Por Marcia Ceschini – Publicado originalmente no Clube das Comadres

Eu escrevi esse post para minha coluna no site Clube das Comadres, mas pedi permissão para  Gisele Peralta para reproduzir aqui, pois o assunto é bastante pertinente para nós de comunicação e marketing. Confira abaixo:

Começou com a moda, mas você já percebeu que o tema genderless tem influenciado vários mercados? Se você ainda não ouviu o termo, significa sem gênero, sem reforço de um sexo, para uso de ambos os sexos. Algumas marcas já buscam trabalhar a diversidade e seu uso por todos os gêneros. Falaremos sobre isso hoje.

Como começou?

Na moda começou com o desfile de 2013 do estilista Jonathan Anderson na Semana da Moda de Londres. A passarela de Anderson trouxe meninos de vestidos, tops e shortinhos de lã com babados e isso foi o começo de uma ruptura no gênero de roupas. E a partir dai esse segmento tem feito história.

Embora precisamos fazer um a parte e uma justiça, em 1920, Coco Chanel já tinha pensado no unissex ao criar as primeiras peças masculinas para uso feminino, como a calça comprida.

De lá pra cá surgiram as calças boyfriend, skinny, meninos de saia, de vestido… e por ai. Vide o comercial recente da C&A que causou polêmica.

C & A misturados

 

O movimento genderless

Mas isso foi só o começo. Já há algum tempo um movimento de pais descontentes com a ditadura das cores rosa e azul e de brinquedos femininos e masculinos. Tem pais que estimulam a brincadeira com brinquedos do outro gênero, mesmo porque na infância, a criança quer brincar, ela não está ali assumindo papel de nada. Está no seu momento lúdico.

Algumas marcas de brinquedos já começaram a olhar com outros olhos para esse mercado e oferecer algo diferente. É o caso da marca europeia Top Toy que oferece brinquedos unissex e suas campanhas reforçam isso.

 

casinha

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Outra marca que tem trabalhado isso é a Avon. Sua mais recente campanha a #sintanapele traz representantes do movimento genderless, como os músicos Liniker, Tássia Reis e as Bahias e Cozinha Mineira, entre outros, para divulgar seu novo BB Cream.

A mensagem final é que como marca, hoje em dia, não podemos fechar os olhos e não buscar entender o comportamento do consumidor. Eles procuram se identificar com marcas/produtos e serviços que tenham uma linha de comunicação mais próxima de sua realidade e que promova diálogos e tenha empatia. Sim, empatia é a palavra da vez na comunicação de marca.

E onde entra isso na tecnologia? As marcas compartilham em suas redes sociais, geram buzz em portais e sites, geram comentários, curtidas e compartilhamentos, atraindo novos consumidores. E para os casos de consumidores que não aceitam essa nova linha de comunicação? A marca precisa ter um discurso pronto que prime pela igualdade e respeito. Não basta se posicionar e na primeira reclamação voltar atrás.

Fica a pergunta final, como a sua marca tem praticado a comunicação com seu público?

 

Marcia Ceschini – Especialista em Gerenciamento de Marketing, Sócia e Consultora de Comunicação e Marketing Digital na Ceschini Consultoria, Professora da Pós Graduação nos cursos digitais do SENAC São José do Rio Preto, Ribeirão Preto e Bauru, da Trevisan Escola de Négocios, USC – Universidade do Sagrado Coração – Bauru, Idealizadora e Gestora do Papos na Redeceschini

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