Dicas de leitura para quando você sair de férias

não se desespere

Por  Guilherme Leite*

Consegui tirar férias por uma semana agora em março. Há alguns meses já tinha me programado fazê-la no período do meu aniversário. Decidido o destino, passagens e pousada reservados, Trancoso-BA, era o paradeiro escolhido para o meu descanso de uma semana, entre os dias 13 e 20 de março.

Como o propósito de descansar (o máximo possível) e colocar as ideias em dia, tratei de acompanhar-me apenas de livros. Tudo me fez muito bem nesses dias: a caminhada e corrida na praia, o sol e o vai e vem das ondas, conhecer pessoas nova, e sobretudo, colocar a leitura em dia! Nem eu esperava: foram quatro livros lidos com vontade de quero mais, que dividirei aqui com vocês.

Os dois primeiros livros são do filósofo brasileiro, Mário Sergio Cortella, Qual é a tua obra? Inquietações propositivas sobre gestão, liderança e ética; e Não se desespere! Provocações filosóficas, que nos chamam a atenção sobre uma conduta de vida que procura caminhar da forma mais correta possível, entre os modos de pensar e agir, e o que se quer para si (nas relações pessoais e profissionais).

Não é de hoje que manifesto minha afeição por Cortella e cada vez que leio uma nova obra sua, sinto-me mais feliz em poder aprender com este grande homem, dotado de um conhecimento incrível e uma linguagem simplificada, que apropria seu conhecimento para gestores e líderes.

Eu só tinha levado esses dois títulos para a viagem, não imaginava querer ler mais. Um dia na praia, ainda lendo o segundo livro (Não se desespere!), conheci um casal francês, que também estava empenhado em seus livros, no bangalô ao lado do meu. Depois de um tempo, Daniel, o esposo de Telma, educadamente, para puxar assunto, pergunta-me em português, com um sotaque que indescritível: “o que você está lendo? Gostei da capa!” Digo o nome do livro e acrescento “É de um filósofo brasileiro que escreve muito para empresários, ele ainda é vivo, vale a pena a leitura”. “E você?”, perguntei. Ele me mostrou seu livro, que estava escrito “L´homme qui voulait être heureux”, de Laurent Gounelle, “O homem que queria ser feliz”.

Indicações feitas, conversamos sobre várias coisas, fotografamos as capas e no caminho de volta, passo pela livraria da cidade. Como meu livro já estava no final decido entrar para procurar outro título. Por curiosidade, pergunto se há a tradução da indicação do meu novo amigo francês. Fico surpreso quando a atendente me diz que tem cinco exemplares na loja. De prontidão peço para que ela pegue um, pois, vou levar.

Ao ler as notas do livro, descubro que o best-seller francês já lançado em 17 países, conta a história de Julian, um jovem professor, que em visita a Bali, encontra-se com um curandeiro que vai ajudá-lo a mudar a sua vida, a partir de ensinamentos simples. Para Gounelle, a principal lição do curandeiro, inspirado em personagem real que ele de fato conheceu em Bali, é partir sempre da premissa de que antes de mais nada, é preciso aprender a identificar se um medo é fruto de uma crença pessoal a respeito de si, dos outros e do mundo, ou se corresponde a uma realidade a ser evitada: “As crenças pessoais podem ser uma prisão”. Sem dúvidas nenhuma, tratei de ler “O homem que queria ser feliz” em um dia.

Volto à Nobel (já amigo da senhora que trabalha lá e afanando carinhosamente a gata que mora na livraria), escolho mais dois títulos, O Pacifista, de John Boyne (autor de O menino do pijama listrado), que narra uma história linda, melancólica e triste sobre a 1ª Guerra Mundial, que vale muito a pena e por ser mais extensa, que li um pouco na praia, durante a volta e no último fim de semana; e o quinto, Guia politicamente incorreto de filosofia, de Luiz Felipe Pondé, que mal posso esperar a noite chegar para eu começar a lê-lo!

gui_menorGuilherme Leite –  Publicitário, especialista em Docência do Ensino Superior. Diretor Executivo da Verso e Prosaagência de marketing, comunicação e redes sociais, pioneira em social media na região noroeste paulista: (17) 3046 – 3713.
Escreve às terças-feiras, a coluna Cotidiano Empresarial, no Jornal A Cidade de Votuporanga. Apaixonado por marketing, reuniões e “japanese food”!

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