Mas o que seria pensar fora da caixa?

Por Guilherme Leite *
rótulo criatividade
A expressão “Pensar fora da caixa” oriunda do inglês “Think outside the box” conota “pensar livre das amarras convencionais” e tem sua origem controversa; a primeira versão do surgimento dela é a do consultor americano John Adair em 1969; a segunda é que teria sido criada por Mike Vance. De acordo com ele, o termo foi utilizado em um treinamento do Grupo Disney – durante a resolução de um dos mais famosos quebra-cabeças corporativos: o de passar o lápis em todos os pontos de um quadrado sem tirá-lo do papel.

Seguindo esse ponto de vista e com a evolução dos conceitos da administração moderna, o fato é que é crescente a busca por profissionais aptos a incorporarem a criatividade ao mundo corporativo para conseguirem, com arrojo, entender e driblar as contingencialidades nos negócios.

Contudo, Mario Persona, professor da Uninove, ainda faz uma releitura dessa expressão e nos apresenta: “quem está dentro da garrafa não consegue ler o rótulo”. Muitas vezes (e não só na nossa carreira), possuímos certo “engessamento”. Chega uma hora que precisamos quebrar esses paradigmas e entender que quem está ao lado pode ter mais razão e pode saber mais que a gente, por ter uma visão privilegiada. Sair da caixa ou da garrafa é um exercício que devemos praticar diariamente.

E você sabe qual é o maior obstáculo para a criatividade dentro de uma empresa?
O nosso maior inimigo está dentro de nós mesmos. Um preconceito ou conceito ultrapassado pode ser tão incorporado em seu pensamento, que você nem sequer perceba que eles estão lá. “Essa é a forma como fazemos as coisas por aqui” é um exemplo de grande vilão da criatividade! Estamos em um mundo de acelerada rotatividade de conhecimento e dinamismo da informação. Temos que estar abertos para o novo e ficar cada vez mais admirados com o que não conhecemos. As empresas precisam fazer a roda da inovação e da criatividade girar constantemente.

Dicas para você pensar fora da caixa:
1- Tenha sempre um bloco de anotações por perto. Você nunca sabe quando uma boa ideia pode aparecer e quando ela pode querer fugir de você, daí a importância de anotá-la.
2- Ouça pessoas de outras áreas e de outras culturas. Mas ouça-as. Aprenda a ouvir com atenção.
3- Exercite a capacidade de enxergar através do ponto de vista de outras pessoas, entenda que nem sempre somos os donos da verdade.
4- Livre-se de preconceitos. Tabus, muitas vezes são curativos equivocados para os nossos defeitos.
5- Leia livros, jornais, vá ao cinema, exposições, peças de teatro. Durma menos e consuma mais bens culturais.

E quando eu me ergui para olhar fora da caixa, percebi que não existia nenhuma caixa!

gui_menorGuilherme Leite –  Publicitário, especialista em Docência do Ensino Superior. Diretor Executivo da Verso e Prosa, agência de marketing, comunicação e redes sociais, pioneira em social media na região noroeste paulista: (17) 3046 – 3713.
Escreve às terças-feiras, a coluna Cotidiano Empresarial, no Jornal A Cidade de Votuporanga. Apaixonado por marketing, reuniões e “japanese food”!

Contribua: envie dicas, sugestões e indagações para: guilherme@versoeprosa.com.br. Participe!

15 Comentários

  • Orcilia Prado 30 / 07 / 2014

    Gostei da matéria!! Realmente, pensar fora da caixa é exatamente entender a experiência do cliente. Perceber oportunidades, entregar ao cliente não, somente, o que ele pensa precisar, mas sim ir além, surpreender.

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  • João Paulo Longuinho 21 / 03 / 2015

    Olá Guilherme, muito bom seu post, eu gostei da proposta e fiz uma breve reflexão a respeito do tema. A criatividade não é uma forma de conservar a caixa? Não seria a inovação mais relacionada com a destruição da caixa?
    Abraços!

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  • Josafá Nunes 09 / 09 / 2015

    Pensar fora da caixa, é não se envolver no problema. Focar na solução. Quando vestimos o problema, não enxergamos a solução.
    Fantástica matéria. Parabéns!!!

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  • Mateus 03 / 12 / 2015

    Realmente agora eu sei o que é pensar fora da caixa e como lutar para sair dela. Muito obrigado pelo artigo, porque suas dicas vão me ajudar bastante.

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  • Ricardo Cunha 18 / 02 / 2016

    Como é sabido popularmente, a expressão “Pensar fora da caixa” tem andado muito em voga. Sendo proferida nos contextos mais diversos, tornou-se jargão no mundo corporativo. Num contexto global, o significado dessa expressão informa que o “livre pensar” pode, com algum esforço, ser acessado.

    Ao pé da letra, todavia, essa expressão pode assumir outros significados.
    O pensamento é construído de acordo com os modelos de cultura e educação vigentes em cada comunidade. A familia, a escola e a universidade são os exempos mais banais dos modelos aos quais estamos sistematicamente submetidos.

    Logicamente, cada um desses exemplos corresponde a um tipo de caixa. É como se houvesse uma infinidade de caixas (de tamanhos, aspectos e regras distintas,) nas quais são agrupados os pensamentos em formação. Desse modo, cada caixa forma pensamentos de acordo com suas regras.

    Assim, pode-se afirmar que, se o pensamento é construído segundo condições específicas, ele não pode ser livre! E, uma vez que não há livre pensar, não é possível acessá-lo.

    Nesse contexto, a expressão “Pensar fora da caixa” pode ser reformulada, para “pensar fora da PRÓPRIA caixa”. Que, por sua vez, passa a significar “pensar diferente dos que compartilham da mesma caixa”; e (se as circunstâncias coincidirem), pensar igual a outros que convivem noutra(s) caixa(s).

    Dessa forma, conclui-se que, o exercício a ser feito, seria o de acessar os conhecimentos adquiridos numa caixa (domínio) e aplicá-los noutra. Pois o intercâmbio entre os membros das diversas caixas enriquece os referenciais individuais do ponto de vista do pensamento coletivo.

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    • marcia 18 / 02 / 2016

      Olá Ricardo,

      É bem isso. Agradeço por ler o post e deixar sua contribuição no comentário. Sempre um prazer fazer essa troca. Abraços

      Responder

      • Ricardo Cunha 19 / 02 / 2016

        Olá Márcia.
        Essa interação é justamente aquilo que nos permite pensar além da nossa própria caixa.
        Eu que agradeço.
        Abraço!

  • Edson Santos 01 / 03 / 2016

    Pensar fora da caixa é relativo, nem todos necessitam desse recurso para resolver algo.
    Exitem pessoas, que são naturalmente dotadas de uma visão diferenciada das demais e capaz de ter pensamentos e idéias não condicionadas ao seu meio mas sim pela sua própria maneira de perceber o mundo e sua mitizes, não quero aqui contradizer nada do que foi dito e nem por em debate, mas se olharmos para os grandes homens deste seculo e sua realizações, por muito concluiremos que os tais eram homens simples, mas que tiveram idéias obvias e que muitos até já poderiam terem tido as mesmas idéias no entanto não tiveram iniciativa, atitude positiva e coragem de empreender a sua ideia, pensemos nisso, quem sabe a hora é de acreditar na simplicidade e não na complexidade, e isso não é uma afirmação.

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    • marcia 01 / 03 / 2016

      Olá Edson,

      É preciso que existam pessoas de várias habilidades. E conhecimento, interesse ou pensar fora da caixa não é significado de diploma. Já pensou em quantas pessoas criaram máquinas e objetos antigamente, sem ter um diploma. Hoje em dia mesmo, temos crianças criando aplicativos, jovens descobrindo novidades no cosmo e em outras áreas.
      Agradeço por comentar.
      Abraços

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  • Max Portinari 14 / 09 / 2016

    Excelente produção textual, com uma ideia bacana, de suma relevância. Após ler, refleti bastante sobre o tema, e percebi o quanto nos limitamos, quando enxergamos barreiras onde na verdade existem fronteiras, a espera que você as ultrapasse!
    Meus parabéns, continue escrevendo!

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    • marcia 15 / 09 / 2016

      Olá Max,

      Agradecemos.

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  • Sirlene Lima 09 / 03 / 2017

    Parabéns pela reflexão, que não tenhamos medo de enfrentar nossas limitações, olhemos para elas com um olhar diferente, com amor, e as compreendamos porque estão ali alojadas, assim seremos capazes de transcendê-las.

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    • marcia 15 / 03 / 2017

      Olá, Sirlene,

      Uma reflexão necessária como você bem afirmou. Agradecemos o comentário. Abraços

      Responder


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