Vazou esse post! Corre ler!

Por Gustavo Ferreira *

 A maior parte das pessoas (todo mundo)gosta de atenção e de aparecer.

Até mesmo quem é mais quietinho e fica na sua, acaba aparecendo, porque sempre vai ter alguém pra mostrar pra todo mundo como aquele cara é quieto, como ele não interage com ninguém e etc… é incrível como a vida dos outros tem importância para os seres humanos… mas vai alguém querer saber da nossa vida num momento em que não queremos holofotes… aí meu bem, é piti pra todo lado…

E com as empresas não é diferente. Aparecer, ser lembrado, ser referência… tudo isso faz parte dos negócios, mas mesmo na internet, tem horas que as empresas gostariam de anonimato e principalmente de sigilo sobre suas informações.

Temos visto fortes discussões sobre espionagem, vazamento de informações, debates sobre BYOD e outras coisas que têm relação com a segurança das informações e a tão sonhada privacidade (o que é, como tê-la e o que fazer com ela você vê no Globo Repórter dessa sexta rs).

Claro que a questão da espionagem é muito delicada e não vamos entrar no mérito desta questão nesse post (vai que o Obama está lendo), mas vamos falar sobre a exposição desnecessária e o culto ao buzz.

A curiosidade com o que rola de novo pelas empresas e celebridades é um monstrinho alimentado por todos nós e também pelos alvos desse monstrinho. Hoje em dia, as próprias vítimas oferecem e organizam ‘vazamentos’ de suas informações, fotos, vídeos e opiniões (que deliberadamente ninguém pediu para saber, como no vídeo abaixo). Em torno disso as pessoas vão se movimentando na internet e consumindo e compartilhando fatos (boatos) nas redes sociais.

Daí partimos pra uma dificuldade maior: qual o limite das pessoas? Como delimitar até onde é promoção e onde a informação passará a prejudicar pessoas e empresas? O que vai impedir meu funcionário de tirar uma foto com o celular de um produto que lançaremos (e mesmo que ele não publique em lugar algum, só queira ter antes, esse celular pode ser roubado…) Como lidar com as implicações culturais da curiosidade pelo desnecessário, que alimenta o monstrinho da competição desenfreada do mundo dos negócios e a deslealdade de alguns?

Você pode pensar: “Quem pariu Mateus que o embale” (que coisa de vó), mas não é assim… de um modo ou de outro, somos todos impactados pelas águas turvas da (in)consciência de coletividade, de respeito e principalmente pela falta de limites.

Bom, caímos no campo da reflexão, da auto-educação e da educação corporativa… Há muito a se discutir sobre assunto… mas hoje pararemos por aqui.

De toda forma, cuidado com as suas próximas publicações (e com as antigas também)… elas podem ser usadas de qualquer jeito, por qualquer pessoa, para qualquer finalidade 🙂

Gustavo Fguferreira-150x150erreira –  Relações Públicas 2.0, Social Media na   Triata Brasil, palestrante e pesquisador do comportamento humano nos meios de interação digital.

Comentários


Deixe seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *