Algumas revistas estão encerradas. É o fim da mídia impressa?

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Há algum tempo o mercado da mídia impressa tem feito movimentos que nos fazem pensar se o mercado de mídia impressa está a perigo. Alguns dos principais jornais reduziram o número de jornalistas e colaboradores.  Agora é o segmento de revistas.  O que está acontecendo? No dia de ontem, a Editora Abril, um das principais distribuidoras de revistas do Brasil, anunciou a descontinuidade da revista Bravo . Outras revistas também estão na mira para serem fechada. Porém, há a edição online da Bravo!, será que ela também será fechada?

Na verdade, a demissão em redações jornalísticas tem acontecido no mundo todo.  Em um post do dia 02/06, Luis Nassif comenta sobre essa “tendência”. A aposta das redações será um profissional com um smartphone ou iPhone no bolso para fazer cobertura e fotografia momentânea do fato.  Lembro de ouvir meu ex-chefe em 2010, orientando os jornalistas da Tribuna Impressa a fazer exatamente isso. A ideia era cobrir e editar o fato diretamente do local dos acontecimentos.

A ideia não é de todo ruim, mas sabemos que uma apuração como essa, podem haver perdas de informações, ou erros podem ser cometidos, no afã de registros ao vivo. É preciso tarimba, experiência, mas é preciso lembrar, que neste momento nem sempre o  profissional destinado a cumprir essa missão, tem.

Isso chama a atenção para o outro lado. Jornalistas brasileiros demitidos ou cansados deste novo modelo de jornalismo (ou de se fazer comunicação), criaram um grupo intitulado NINJA _ Narrativas Independentes, Jornalismo e Ação.  A proposta desses profissionais é fortalecer o movimento chamado por eles de “midialivrismo”, a liberdade e independência das mídias.  A iniciativa teve como “laboratório” uma cobertura jornalística de imersão feita em 11 aldeias Guarani-Kaiowá do Mato Grosso do Sul por dois membros da rede Fora do Eixo, os midiativistas Rafael Vilela e Thiago Dezan.  A experiência rendeu um material extenso, diverso e diferenciado, com fotos e vídeos divulgados em sua página Coluna PósTV Guarani Kaiowá.

Mudam os leitores, mudam os profissionais e ambos mudam o meio. Creio que caminhamos sem sombra de dúvida pela comunicação on demand. Mas esqueça o amadorismo.  Hoje em dia temos gadgets, aplicativos e uma galera muito melhor  informada para gerir e gerar a comunicação. Eu creio que em um futuro bem próximo, além do jornalismo ser on demand, ele poderá ser consumido de maneira vertical, ou seja, o leitor ou usuário poderá consumir somente as editorias que desejar.

Marcia Ceschini – Especialista em Gerenciamento de Marketing, Planner Digital na Chilli360. Idealizadora e Gestora do Papos na Rede.

4 Comentários

  • Franciane 01 / 08 / 2013

    So sad pela Bravo! 🙁

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    • marcia 01 / 08 / 2013

      Franciane,

      Uma pena mesmo.. e se considerarmos o público da revista, é de admirar que tenham descontinuado, não é? São pessoas interessadas nos temas abordados. Mas vai saber o que se passa na cabeça da chefia editorial e a administração.
      Obrigada por comentar.
      Abraços

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  • Teca Fernandes 01 / 08 / 2013

    Acho tão extremo isso tudo. Passo mais de 10h on todos os dias, mas ainda tenho assinaturas de revistas (inclusive da Bravo). Domingo sempre foi dia de ler jornal e revistas. Aprendi com minha avó e trago comigo até hoje.
    Relutei tanto para não comprar um tablet, mas acho que a hora chegou. É bem isso que foi dito no texto, “Mudam os leitores, mudam os profissionais e ambos mudam o meio.”.
    Já estou saudosista!
    Abraços

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    • marcia 01 / 08 / 2013

      oi Teca,

      Pois é.. nossa geração ainda consegue conciliar o prazer de ler impresso e online, mas acho que a nova geração de leitores prefere o digital. Talvez esteja ai a chave da mudança.
      Obrigada por comentar.
      Abraços

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