Quando a crítica vale mais que o elogio?

Por Rayanna Moreira*

Oscar Wilde certa vez disse que “aqueles que não fazem nada estão sempre dispostos a criticar os que fazem algo. ” Em minha área, isso é o que mais posso comprovar. A maioria das pessoas parecem que têm receio do pioneirismo e rebate quem o faz. É a negatividade de sempre: Não vai dar certo, ninguém vai entender, é muito “tosco”. E quando alguém resolve arriscar, é logo confrontado com uma lista de objeções. De certo que estamos acostumados a somente a achar defeitos nos trabalhos de nossos companheiros de áreas. Esquecemos do esforço e até mesmo da falta de recursos ocorrido no desenvolvimento dos projetos. Não sabemos o tempo que levaram para fazer isso ou se o cliente só aprovou aquilo. Há vários pontos que deixamos para trás durante nossa insensata avaliação.

Quando se inicia algo, não se consegue mensurar com exatidão o seu resultado. Não se deve criticar o final, o resultado, quando não se esteve lá no começo. O ato de criticar é cultural, está impregnado em nós. Isso revela quem somos e como agimos diante das colocações do mundo. Não é algo que vá mudar depois desse post nem daqui a 100 anos. Então, que sejamos, ao menos, sensatos na crítica. A questão não é que todos os nossos trabalhos agradam a todos. Mas, que sejam respeitados e acareados apenas com críticas construtivas. É preferível que ouçamos uma crítica muito bem embasada que um elogio.

Sabemos que quem vai na frente e ousa, dá a cara a tapa. Porém, não precisamos ser mais um na fila dos que dão esse tapa. Olhemos pelo contexto do aprendizado, do meu e do seu. Haverá sempre o espaço para as críticas, desde que estas sejam para o crescimento do trabalho e do profissional que a executou. Não apenas por mero despeito causado pelo orgulho.


Rayanna Moreira
– Publicitária e aspirante a Social Media. Uma protetora das mídias sociais indefesas.

 

Comentários


Deixe seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *