Não existe mídia social sem pessoas

Uma atual e inquieta necessidade dos profissionais da mídia social em realizar as métricas de suas ações, utilizando as mais diferentes ferramentas e dados são cada vez mais populares, comentadas, virando tema de n palestras por aí.

Medir resultados é e sempre será importante. Qualquer ação publicitária off ou online precisa ser muito bem estudada e planejada, e já que estamos falando de medidas, este é um aspecto que merece atenção de forma cautelosa, nem mais nem menos.
Vejo que há uma preocupação excessiva em fazer tudo virar números, tudo focado em números, mas isso é mesmo fazer social media? Trabalhamos em busca de números? Mais parece que as pessoas estão esquecendo que fazer social media é a forma mais incrível de aproximar as empresas dos seus consumidores, humanizamos PESSOAS jurídicas.

Claro que medir resultados é importante e isso é justificável, fica muito mais palpável através de números do que verificar o emoticon que foi usado num tuite ou comentário qualquer, mas o risco que corremos é esquecer o lado humano da SOCIAL media, mas vejo que se continuarmos assim, depois de aprender a lidar com números, KPI’s, resultados, teremos que aprender novamente a lidar com pessoas. Ou serão empresas humanizadas no meio de pessoas ligadas em números (sem ser necessariamente da área de exatas).

Até que ponto vale a pena transformar relações humanas em números? É construtivo manter por tanto tempo uma relação online de forma proveitosa, sadia? Isso é possível ou ela tem prazo de validade? Podemos medir resultados sem usar números?

Vejo que se continuarmos assim, empresa usando perfil no Facebook ou tuitar em caps lock podem nem ser problemas tão grandes assim quanto falar e pensar em números ou no máximo com @.

Victor Vicentini, administrador de empresas, atuante e estudioso em mídia social, superuser level 2 do Foursquare e co-fundador da Tagsphere

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